Sem óculos, e agora?

O que se pode fazer para melhorar o aspecto das  pálpebras anteriormente mascarado pelos óculos?

Sem-oculos-grauOs olhos são o espelho da alma e as pálpebras, sua moldura. Atualmente há vários meios de manter suas pálpebras mais jovens e retardar a necessidade de cirurgia plástica. Para isso, o tratamento deve ter ínicio por volta dos 30 anos de idade. Comumente, nesta mesma idade, os pacientes que deixam de usar os óculos após a cirurgia a laser passam a observar com mais detalhes as pequenas rugas e pés-de-galinha, o excesso de pele nas pálpebras superiores e as famosas bolsas de gordura nas pálpebras inferiores. Este conjunto é sem dúvida nenhuma bastante incômodo e marcam o ínicio do envelhecimento facial.

Hoje em dia é possível acompanhar estas alterações com um especialista que entenda de olhos e de rejuvenescimento óculo-facial ao mesmo tempo. É isso mesmo, existem alguns oftalmologistas especialistas em problemas palpebrais e a especialidade é conhecida como Plástica Ocular.

Trata-se de uma área da oftalmologia bastante especial pois as pálpebras não são uma extensão da pele sobre os olhos e sim um tecido extremamente fino e delicado, contendo estruturas nobres que têm a função principal de proteger o globo ocular. Logo abaixo da pele das pálpebras existem músculos responsáveis pela abertura e fechamento palpebral. Mais profundamente, estão os olhos e seus músculos extra-oculares, responsáveis respectivamente pela visão e pelos movimentos oculares.

A complicação ocular mais frequente após tratamentos abusivos na região das pálpebras e que pode ser evitada é o olho seco. Os sintomas mais comuns são: irritação ocular, ardor, sensação de areia nos olhos, dificuldade de exposição à luz, sol e vento. A soma destes fatores provoca lacrimejamento reflexo pela irritação ocular e até mesmo uma leve turvação visual. Apesar de paradoxal, cada vez mais observamos este tipo de queixa no consultório e devemos estar alertas aos problemas oculares que eventualmente poderão surgir ao longo de um tratamento cosmetriátrico.

Após uma cirurgia refrativa com laser para correção da miopia ou hipermetropia e astigmatismo, os olhos tendem a tornarem-se temporariamente mais ressecados e as córneas, mais sensíveis. Porém, passado o pós-operatório de 6 meses, esses pacientes já podem procurar um especialista para avaliação e orientação da condição óculo-palpebral para ínicio do rejuvenescimento.

É importante ressaltar que ao iniciar qualquer tipo de tratamento estético na região das pálpebras a preocupação maior deve ser sempre em relação à saúde ocular. Assim, é obrigatório aos médicos: medir a visão antes de qualquer procedimento, realizar um exame por microscopia dos olhos na lâmpada de fenda, analisar sua quantidade e qualidade de lágrima, avaliar a real quantidade de pele que poderá ser retirada e se o problema é apenas pelo excesso de pele nas pálpebras superiores ou também é devido `a queda dos supercílios e finalmente avaliar a real necessidade de remoção das bolsas de gordura e pele das pálpebras inferiores.

Ao realizar estes exames detalhadamente o profissional indicará o melhor tratamento para cada caso. A prevenção de complicações oculares ainda é a melhor maneira de atingir o resultado tão desejado. Nota-se que o exame pré-operatório é tão importante quanto o próprio procedimento a ser realizado.

Viaje de avião com Saúde e Segurança

AviãoO brasileiro tem viajado cada vez mais de avião. Segundo uma pesquisa recém-divulgada pelo Ministério do Turismo, nos últimos quatro anos o uso desse meio de transporte para viagens domésticas aumentou 50%. Atualmente, 17% dos viajantes se locomovem dentro do país por via aérea, de acordo com o levantamento.

Muitos usuários estressam com este tipo de transporte. Segundo uma pesquisa do Instituto Data Popular, 9,5 milhões de brasileiros viajaram de avião ela primeira vez entre julho de 2011 e julho de 2012.

O maior medo é de o avião cair, mas em seguida a ansiedade de lidar com palavras em outro idioma, e de não saber se comportar no aeroporto.

Siga as recomendações para uma viagem segura e saudável:

  1. Dentro do planejamento, inclua a vacinação indicada para o seu destino;
  2. Leve roupas adequadas para a temperatura do local, mas não se esqueça de um casaco, pois o ar condicionado dentro do avião pode tornar-se desagradável, dependendo da sua sensibilidade ao frio;
  3. Muitos passageiros gostam de levar um lanche na bolsa. Pode ser útil em voos curtos, que costumam fornecer apenas snacks (como barrinhas ou amendoins), e em voos longos, quando pode haver uma distância grande entre as refeições;
  4. É comum que ocorram turbulências (quando o avião balança devido ao movimento do ar). Isso não significa que o avião irá cair. A recomendação é que mantenha a calma e fiquem sentados, mantendo os cintos afivelados;
  5. Muita gente sente desconforto ou pressão nos ouvidos, principalmente na decolagem e no pouso. Neste caso, tape o nariz, feche a boca e engula saliva, suavemente, de duas a três vezes. Mascar chicletes ou simular bocejos ajuda a aliviar o incômodo;
  6. Em viagens muito longas, não se recomenda ficar o tempo todo sentado. Caminhe dentro do avião em viagens longas para ativar a circulação dos pés e pernas;
  7. Tome líquidos antes e durante o voo, em especial água. Evite tomar bebida gaseosa;
  8. Atualize seu relógio com o horário do destino e assuma os hábitos locais; caso for ficar poucos dias no novo fuso horário, mantenha o relógio e os hábitos da origem;
  9. Certifique-se sobre os hábitos alimentares do destino;
  10. Se sentir enjoo, mantenha o pescoço e a cabeça sempre apoiados e os olhos fechados, ou então mire um ponto fixo no horizonte;
  11. Se você tiver alguma doença que necessite de oxigênio ou maca a bordo, peça para seu medico preencher o Medif, formulário de padrão internacional, disponível no site da Cia;
  12. Aqueles passageiros que gostam de mergulhar devem voar somente de 12 a 24 horas depois imersões longas ou de moderada profundidade;
  13. O uso de bebidas alcoólicas antes e durante o voo deve ser realizado com muita moderação, e somente por adultos.

Boa viagem!

Suor em excesso tem tratamento

suor-excessivoA Hiperhidrose definida como sudorese que ultrapassa a necessidade de termoregulação ( controle da temperatura corporal) , é uma condição benigna, mas que pode trazer desagrado a seus portadores. É uma afecção não muito rara, atingindo até 1% da população. Pode-se imaginar que numa cidade como São Paulo, com 12 milhões de habitantes, existam 120.000 pessoas com esse problema. Provavelmente todos têm em seu círculo familiar, profissional ou de amizade alguém que apresente Hiperhidrose. Às vezes isso não é tão visível , porque por constrangimento ou desconhecimento , as pessoas não gostam de revelar a sua presença.

As pessoas que tem Hiperhidrose podem apresentar um aumento de sudorese em situações inexplicáveis e sem qualquer causa aparente. Este aumento pode aparecer na axila, nas mãos, nos pés, no rosto ou em qualquer outra parte do corpo.

Causas

Trabalhar em atividades pesadas, exercitar-se, expor- se ao sol ou a dias muito quentes, podem causar sudorese aumentada. As emoções também podem gerar suor. E este suor é uma condição normal, que faz com que o corpo perca fluídos e assim mantenha a temperatura corporal estabilizada.

Existem 2 tipos de Hiperhidrose : a Primária e a Secundária. A Hiperhidrose Primária não tem causa conhecida, se devendo mais a fatores genéticos. As pessoas nascem com a tendência a Hiperhidrose, que pode se manifestar logo nos primeiros anos de vida, ou em qualquer fase posterior e é o que mais comumente encontramos.

Hiperhidrose Secundária, é aquela associada a uma causa, o mais freqüente é poder estar associada à obesidade, menopausa, uso de drogas antidepressivas, alterações endócrinas e alterações neurológicas com disfunção do sistema nervoso .

Medicamentos neurológicos e psiquiátricos podem desencadear Hiperhidrose, morfina e excesso de hormônios da tireóide também. Superdosagens de aspirina ou acetominofen podem causar sudorese. A falta de hormônios femininos na menopausa, pode provocar suores, o que ocorre também em homens com déficit de testosterona, embora seja mais raro. A hipoglicemia (baixa taxa de açúcar no sangue) pode provocar sudorese.

Excesso de suor pode ocorrer quando a febre, por uma infecção está diminuindo com a administração de anti-térmicos. O hipertiroidismo, uma doença da glândula tiróide é causa de Hiperhidrose Secundária. Várias infecções, como tuberculose, malária e outras podem causar sudorese profusa.

Um aumento de sudorese pode ocorrer em algumas situações cotidianas , sem que isso signifique uma Hiperhidrose. Pode haver aumento da sudorese, ao utilizar algumas comidas e bebidas entre elas, muita cafeína ou álcool e comidas picantes. Também é normal um aumento de suor com exercícios, clima quentes e estados de tensão emocional.

Sinais e Sintomas

As pessoas que apresentam Hiperhidrose geram suor nas mesmas condições e sob os mesmos estímulos que os outros pacientes, só que em quantidade maior. Por outro lado, podem gerar suor, mesmo em condições onde outras pessoas não o apresentariam, como com pequenas emoções e mesmo com temperatura normal. Isso acaba gerando um processo de ansiedade que retroalimentação a sudorese.

O que ocorre na verdade, é que a Hiperhidrose é um grande incômodo para os seus portadores, e isso provoca problemas psicológicos, que são, então, conseqüência e não causa da Sudorese excessiva.

Muitos pacientes referem que a Hiperhidrose se manifestou ou piorou quando submetidos a pressões de responsabilidade profissional e/ou afetiva, quando adultos jovens ou adolescentes.

A Hiperhidrose atinge principalmente a axila, as mãos e os pés, mas pode atingir também a face, principalmente a região frontal ( a testa) e o couro cabeludo, assim como o tórax, a nuca, a região sob a mama, a região inguinal, e qualquer outra região do corpo.

Os portadores de Hiperhidrose Axilar (axilas) se queixam de roupas excessivamente molhadas, manchadas e danificadas, aspecto de má higiene, impressão de descontrole emocional e falta de adaptação aos trajes necessários para o trabalho.

Os portadores de Hiperhidrose Palmar (mãos) se queixam de dificuldades para manusear papéis, em trabalhos manuais de diversos tipos, tocar instrumentos, digitar computadores, cumprimentar com um aperto de mão, no contato afetivo, para dirigir e para a prática de esportes. .

Os portadores de Hiperhidrose Plantar (pés) se queixam de umidade exagerada,, facilidade para adquirir micoses (frieiras) e sensação de que os pés escorregam por dentro do sapato.

Tratamentos 

Existem dois tratamentos eficientes para a Hiperhidrose, a Toxina Botulínica e a Simpatectomia.

A Simpatectomia é uma cirurgia muito antiga, realizada na velha técnica , através de um corte acima da clavícula ou na técnica moderna através de uma pequena incisão no tórax e auxílio de equipamentos de vídeo. É uma técnica eficiente, mas apresenta complicações raras, mas reais, o que torna a decisão por esse tipo de tratamento uma decisão muito séria tanto para o médico como para o paciente.

Uma nova técnica, moderna e sem riscos, a Toxina Botulínica foi adicionada ao tratamento da Hiperhidrose. A aplicação da Toxina Botulínica na mão, na axila ou em outros locais elimina o suor. O procedimento é realizado sem internação, no ambiente do consultório médico, e o paciente pode retornar as suas atividades normais no mesmo dia. O Tratamento com a Toxina Botulínica não e definitivo, mas reaplicações podem ser feitas, em media a cada 6/12 meses, dependendo do caso, o que mantém a região tratada sem sudorese.

A vantagem da Simpatectomia é que ela é definitiva, a desvantagem é que é uma cirurgia e que pode apresentar complicações, algumas ireversíveis.

A vantagem da a Toxina Botulínica, é que apresenta quase nenhum risco, e não é cirurgia, a desvantagem é que não é definitivo. Por este motivo existem as duas técnicas, exatamente porque são diferentes.

Olho Seco

Olho SecoTrata-se de uma condição anormal da superfície do olho que se manifesta quando as pessoas produzem lágrimas insuficientes ou a mesma é deficiente em algum de seus componentes e provoca desconforto ocular e visual.

O olho seco é sem dúvida, uma das queixas mais comuns relatadas aos oftalmologistas e é facilmente confundido com outras condições, tais como infecções ou alergias oculares. O aparecimento do olho seco pode ainda estar associado ao envelhecimento, pois em idades mais avançadas há diminuição da produção de lágrimas, carência de gordura no corpo ou a fatores que formam zonas secas na conjuntiva e na córnea, o que provoca sérios incômodos a muitas pessoas.

De maneira geral, as mulheres sofrem mais de olho seco do que os homens, provavelmente por questões hormonais.

Manifestação Clínica

Os sintomas freqüentes do olho seco são: ardor, irritações, fotofobia, vermelhidão, visão turva, lacrimejamento, sensação de corpo estranho e incômodos para leitura e ao assistir televisão.

Causas

Existem diversos fatores que podem provocar o olho seco: lentes de contato, ar condicionado, vento em excesso, permanência em altitudes elevadas, ambientes com sistema de climatização, uso de cosméticos, fumaça de cigarro, poluição do ar, calefação, excesso de tempo em frente de monitores de computadores, clima seco etc.

Determinados medicamentos podem provocar a redução de lubrificação nos olhos, como certos descongestionantes, anti-histamínicos, antidepressivos, diuréticos, anticongestivos, anestésicos, anticolinérgicos e betabloqueadores.

Falta de vitamina A e várias doenças sistêmicas são freqüentemente associadas ao olho seco. Entre essas a artrite, lúpus, sarcoidiose e principalmente a síndrome de Sjögren, conhecida como síndrome do olho seco, doenças da tiróide, de pele e doença de Parkinson entre outras.

O tratamento do olho seco deve ser feito não apenas para o próprio bem-estar do paciente, mas para não colocar em risco as córneas. O tratamento adotado do olho seco varia conforme a sensibilidade de cada paciente e deve ser baseado no diagnóstico individualizado feito por médicos.

São várias as formas de tratar o olho seco: colírios específicos, conhecido como lágrimas artificiais e lágrimas em forma de gel são indicados para casos mais simples. Em casos graves, é possível recorrer à oclusão da drenagem de lágrimas, permitindo que elas fiquem em contato com o olho por mais tempo.

Outras formas de tratar são através de antiinflamatórios, antibióticos, medicamentos sistêmicos, corticóides tópicos, suplementação alimentar com ômega-3, uso de lentes protetoras, soro autólogo entre outros procedimentos. Há possibilidade de combinação de drogas e tudo dependerá de um bom diagnóstico dos fatores que desencadeiam o olho seco.

Aprenda a viver bem com alergia

Aprenda a viver bem com Alergia

Aprenda a viver bem com Alergia

Alergia é uma doença, mas não significa uma condenação a uma vida ruim. Com algumas precauções, seguindo as orientações de seu médico e adotando hábitos saudáveis, é possível levar uma vida plena e satisfatória.

Muitas pessoas que desenvolvem alergias apresentam algum fator genético. Alguns trabalhos científicos demonstram que se o pai ou a mãe forem alérgicos, a chance do filho desenvolver a doença, aumenta em 33%. Se os dois pais forem alérgicos, a chance é de 70%.

No entanto, nem todos os alérgicos apresentam o fator genético envolvido e nem todos que apresentam a predisposição genética desenvolvem a doença. Então, o que acontece?

O vilão do processo alérgico é o alérgeno específico que desencadeia determinados sintomas em cada indivíduo. Portanto, é fundamental que para cada caso, se conheça a causa para que se evite o contato, para definir o tratamento adequado e diminuir os efeitos e reações alérgicas.

Como podemos detectar a substância alergênica?

Nem sempre é fácil detectar aquilo que causa a doença. São os casos das pessoas alérgicas a fatores ambientais como ao mofo, pó, pólen e picadas de insetos. Existe maior controle dos casos que a alergia depende do contato com certos alimentos, animais de estimação, medicamentos ou compostos químicos. Desta maneira, é mais fácil identificá-los e evitá-los.

Causas e fatores

As alergias mais comuns são causadas por alérgenos intradomiciliares, como os famosos ácaros, animais de estimação e o pó, mas também há alérgenos presentes no pólen, medicamentos e substâncias químicas.

Conheça os fatores mais comuns que causam as alergias:

1.       Picadas de insetos – ardência,  inchaço local, vermelhidão e dor;

2.       Ácaros do pó – são encontrados em ambientes fechados, móveis, colchões, livros e tapetes;

3.       Pólen – causa mais comum de rinite alérgica, irritante direto nos olhos e mucosa nasal;

4.       Medicamentos – podem aparecer reações depois de algum tempo de uso do mesmo medicamento, sendo mais comuns à penicilina e anti-inflamatórios não-hormonais;

5.       Animais de estimação – Há proteínas que estão presentes na saliva, caspa, urina, pele e pêlo dos animais domésticos, podendo causar alergia;

6.       Alimentos – os maiores responsáveis por alergias alimentares são o leite, ovos, trigo, peixes e frutos do mar;
7.       Mofo – presente em local úmido e pouco iluminado;8.       Substâncias químicas – produtos presentes na vida doméstica e contém alérgenos como: o látex, perfumes, cosméticos e produtos de limpeza   Nestes casos, a comprovação de determinado tipo de alergia poderá ser realizada após a investigação médica por um clínico ou imunoalergista.

O que é anafilaxia?

A alergia pode ser intensa e difusa, de maneira que a sua reação poderá causar a anafilaxia. Esta se caracteriza por um quadro grave e necessita de tratamento de urgência para evitar o choque anafilático.

Os sintomas desta condição variam de acordo com o que provocou a reação,  mas alguns sintomas podem ser identificados, tais como: náuseas e diarréia intensa, acompanhadas de dores e espasmos musculares na região do abdome, coceira e urticária aguda e inchaço na região da garganta, língua e pálpebras. Comumente nestes casos os indivíduos podem apresentar obstrução de vias respiratórias e dificuldade para respirar, além de tonturas e desmaios.  

Recomenda-se que se houver suspeita de uma reação como esta, o indivíduo seja encaminhado o mais rápido possível a um serviço médico de urgência pois requer socorro imediato.

Pressão alta: como prevenir e tratar

cardiologista_1No Brasil, 10 a 15% da população é hipertensa ou seja, apresenta pressão alta, sendo que a maioria desconhece que são portadores da doença.

Estudos apontam que em 95% dos casos a hipertensão arterial é considerada como essencial ou primária (sem causa definida) e 5%, hipertensão arterial secundária a uma causa bem definida. A hipertensão é uma doença que acomete crianças, adultos independente da classe social e da condição financeira. A doença ocorre mais em obesos, diabéticos, negros e idosos.

A pressão arterial varia durante o dia e considera-se dentro da normalidade algumas situações de elevações pressóricas, tais como: exercícios físicos, nervosismo, preocupações, drogas, alimentos, fumo, álcool e café. Ao dormirmos, a pressão tende a diminuir. Portanto, para se chegar a confirmação diagnóstica de hipertensão, é preciso que seus níveis estejam acima de 140×90 mmHg (milímetros de mercúrio), medida em repouso de quinze minutos e confirmada em três vezes consecutivas nas várias visitas médicas.

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica que, quando não tratada e/ou controlada adequadamente, leva à complicações que podem atingir outros órgãos e sistemas. Para se ter uma idéia, ao longo dos anos, o coração do hipertenso sem tratamento exerce uma força maior para impulsionar o sangue, causando consequências como cardiopatia isquêmica (angina), insuficiência cardíaca, aumento do coração e, em alguns casos, morte súbita.

O dano causado às artérias pode levar à problemas vasculares, como entupimentos, obstruções das artérias carótidas, aneurisma de aorta, doença vascular periférica dos membros inferiores, encefálicos, renais e ocular.

Em geral, a hipertensão provoca sintomas apenas nas fases mais avançadas. Eventualmente a pressão arterial pode aumentar abruptamente, levando a sintomas, como dores de cabeça, no peito e tonturas, entre outros, que representam um sinal de alerta.

 Tratamento

Na maioria dos casos leves, indica-se o tratamento não medicamentoso e obrigatoriamente, mudanças nos hábitos de vida. Sabe-se a pressão não deverá ultrapassar os valores de 12x8mmHg se o indivíduo praticar exercícios físicos, não exagerar no sal e na bebida alcoólica, controlar o estresse, manter o peso adequado e não fumar.

Se o indivíduo permanece com a pressão aumentada e não consegue controlá-la com as mudanças no estilo de vida, é necessária a introdução de medicação para deixar os vasos mais relaxados, controlando a pressão arterial. Obviamente que neste caso, o paciente deverá seguir as indicações de seu médico, tomando os remédios rigorosamente nos horários prescritos e continuar o acompanhamento médico.

Atualmente há medicamentos mais modernos e mais tolerados que provocam menos efeitos colaterais. Desta maneira, é sempre possível controlar a pressão arterial desde que haja adesão ao tratamento.

É importante que o paciente tome os remédios corretamente e entenda que sem a mudança dos hábitos de vida, a causa do problema não estará sendo tratada. Portanto, não basta tomar os remédios para resolver o problema de pressão arterial elevada. Lembre-se que o controle da ingestão do sal e a adoção de uma dieta rica em frutas, cereais integrais e laticínios com baixo teor de gordura é a principal forma de contribuir com o controle da pressão.

Viva a vida de uma maneira mais leve, sem pressão alta! Compartilhe esta idéia!

Câncer, quanto mais precoce o diagnóstico, maior a chance de cura

 

contra_o_cancerO aparecimento de um câncer é sempre consequência de uma alteração no material genético de uma célula do corpo. Todas as células do nosso corpo se dividem e se multiplicam (em velocidades variadas), e ao longo destas divisões, invariavelmente ocorrem alterações nos genes (o material genético contido no núcleo).

Estas alterações geralmente são corrigidas por diversos mecanismos (proteínas que corrigem estas alterações, sistema imunológico que elimina células que contenham alterações genéticas, entre outros). Quando o organismo não consegue corrigir a mutação genética ou eliminar a célula alterada e a alteração que está presente, isso faz com que a célula se divida de maneira exacerbada e descontrolada, e surge o tumor.

Quando um tumor adquire a capacidade de invadir áreas adjacentes, ou de entrar na circulação e se implantar em outros órgãos, trata-se de um tumor maligno, denominado de câncer.

Como o câncer surge?

Diversos estímulos podem levar ao acúmulo de alterações genéticas que provocam o câncer. Entre estes estímulos, podemos citar:

  • Fumaça do cigarro que irrita a mucosa da boca, garganta, traqueia, pulmões
  • Infecções virais como o HPV (papiloma vírus humano) que levam ao aparecimento de lesões pré-cancerosas e posteriormente cancerosas, no colo do útero
  • Radiação excessiva, como a causada por vazamentos de material radioativo
  • Produtos químicos e drogas que alteram diretamente o material genético das células.
  • Predisposição genética familiar

O câncer tem cura?

Embora o diagnóstico do câncer gere grande angústia, o câncer pode ser curado em muitos casos e há tratamento para a grande maioria deles. Há sempre algo que pode ser feito para auxiliar o portador de câncer a passar pela doença e seu tratamento. Isto também é uma verdade nos casos em que não se pode almejar a cura.

Para se ter uma idéia do nível de sucesso que pode ser atingido com os tratamentos atuais, listamos na tabela abaixo os índices de chance de um paciente estar vivo e sem sinais do câncer após o tratamento, caso o diagnóstico seja feito em uma fase inicial (sem comprometimento dos gânglios). Isto não necessariamente representa cura, mas está próximo disso em muitos casos.

Sobrevida em 5 anos para tumores em estágio inicial

Órgão do tumor % de pacientes vivos em 5 anos
Câncer de mama 98%
Câncer de próstata 100%
Câncer de pulmão 52%
Câncer de cólon (intestino grosso) 90%
Câncer de colo de útero 91%

Origem do dado: SEER database 1999-2006, http://www.cancer.gov acessado em 27/12/2010

As fases do câncer

Os cânceres podem ser encontrados em diversas fases da doença, desde uma muito inicial, geralmente sem qualquer sintoma, passando por uma mais avançada, até uma fase tardia da doença, quando ela já se espalhou pelo corpo, no que chamamos de doença metastática. Nesta fase avançada, os pacientes costumam ter sintomas decorrentes da doença.

Porém, a grande maioria dos tipos de câncer é curável se a doença estiver em uma fase inicial e se for ressecável (se puder ser retirado em sua totalidade por meio de cirurgia).

E se o câncer for detectado em estado avançado?

Quando o câncer é diagnosticado em uma fase mais avançada, mas ainda sem ter evidência clara de doença metastática (doença a distância, em outros órgãos), a doença ainda pode ser curada, embora necessite de um tratamento mais agressivo, geralmente consistindo não só de cirurgia, mas também de radioterapia e/ou de tratamento sistêmico (quimioterapia, hormonioterapia  terapias-alvo usadas por via oral ou endovenosa).

Nos casos em que a doença não é mais considerada curável devido à presença de metástases que não podem ser removidas, há a possibilidade de tratamento com o objetivo de prolongar a vida com a melhor qualidade possível.

Previna-se, procure o seu médico!